sábado, 16 de fevereiro de 2008

Uma História de Amizade


No livro “O Peque no Príncipe” há um diálogo entre a Raposa e o Principezinho, ela lhe diz:

__ Só conhecemos bem o que cativamos.
__ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas não existem “lojas de amigos”.
__ Se tu queres ser meu amigo, cativa-me!
__ Que é preciso fazer? Pergunta o principezinho.
__ É preciso ser paciente- respondeu a raposa – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada... mas, cada dia, te sentarás mais perto. É melhor voltares todos os dias à mesma hora. Se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ter ritos..
__ O que é um rito? – perguntou o principezinho.
__ É uma coisa muito esquecida também... É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora, das outras horas. São os ritos que criam laços...
__ O que é “criar laços”?
__ Se eu não tenho necessidade de ti, e tu não necessitas de mim, não haverá “laços” entre nós. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a todas as outras raposas. Mas, se tu me cativas, terás a necessidade de ter “ritos” e estes criarão “laços” entre nós, farão que tu tenhas necessidade de mim. Nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim, o ÚNICO no mundo e eu serei para ti a única no mundo.

Teresa d´Ávila diz que oração nada mais é do que a história de uma amizade, com aquele que sabemos que nos ama. A oração liga-se ao amor. Amor de amizade.

Terezinha do Menino Jesus diz que oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.

A oração é a história de um amor de amizade que tem necessidade imperiosa de encontro a sós com quem nós sabemos amados. E é desse encontro a sós que nasce toda a força para o apostolado (missão, ensino), porque a oração-amizade abre-se à vida, a tudo que a ela se relaciona.
Quanto mais se vive a sós com o Senhor, mais se vive com o próximo. Quanto mais se vive a sós com o Senhor, mais desenvolvemos a capacidade de respeitar o próximo. Essa amizade vai criando laços que cada dia se tornam mais fortes, dando lugar a uma intimidade que nos faz perceber o Senhor em tudo e em todos, e essa constante presença do Senhor é fonte de alegria e paz.
Toda verdadeira “oração-amizade” é autobiográfica, por isso mesmo cada pessoa tem o jeito de orar, isto é, tem seu modo particular de falar com Deus, numa simplicidade que nasce da intimidade, da confiança, da entrega.

Essa intimidade, essa confiança, essa entrega vai acontecendo lentamente, requer permanência e paciência.

Filha (o) à medida que esses “laços” forem sendo tecidos, ninguém os poderá romper, a intimidade irá crescendo.
Na intimidade, a gente gosta de estar a sós com o amigo, pois não é tudo que se diz a todos.
Por isso a verdadeira oração é autobiográfica: eu falo a Deus das minhas coisas, da minha vida. A verdadeira oração nasce do coração de cada pessoa.
O que importa é a linguagem do coração. Se você sabe amar, também saberá orar.
Ninguém penetra, é um momento só Deus e eu: “Entra no teu quarto e fecha a porta e ora a teu Pai em segredo”.

Todos nós precisamos de momentos a sós com o Pai, para conversar, para se reabastecer e depois enfrentar as multidões.
Filha (o), tu amas ao Senhor?
Filha (o), tu amas ao Senhor?
Filha (o), tu amas ao Senhor mais do que estes?
É só isso que o Senhor quer saber. E como muitos de nós nem sabem bem se realmente o ama, o melhor é responder como Pedro: “Senhor, tu sabes tudo, sabes também que eu te amo”.

Amas como és, com tuas fraquezas, com tua pequenez, defeitos, limitações, mas queres amá-Lo, o resto ele mesmo irá completando: “Aquele que iniciou em vós esta obra excelente – o desejar amar – lhe dará o acabamento, até o dia do Cristo Jesus”. Isto é, até o fim de nossa vida.

Filhinha (o) esta intimidade expande a nossa visão, nós conseguimos ver além das meras aparências, na profundidade e significado das coisas, não apenas em relação a nós mesmos, mas ao todo do qual fazemos parte. Este é o caminho do verdadeiro auto-conhecimento e por isto o verdadeiro auto-conhecimento é idêntico à verdadeira humildade. A oração abre para uma forma preciosa de conhecimento. Este conhecimento que se transforma em sabedoria, uma vez que saibamos, não mais por análises e definições, mas por participação na vida e Espírito de Cristo.

“Pela quietude no espírito nos movemos em direção ao oceano de Deus. Se tivermos a coragem de sairmos da beira-mar, não fracassaremos”.

Shalom Adonai!
Regina Lopes

Fonte:
www.reginabrazlopes.blog.uol.com.br

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Porque Deus criou as amigas


Quando Deus criou as amigas as fez pensando em que tivéssemos

a possibilidade de ter um ser querido no qual pudéssemos confiar.

Sabia que nela encontraríamos uma pessoa de nobres sentimentos

disposta a brindar em todo momento o melhor de si mesma.

Alguém com quem pudéssemos desfrutar nossos sucessos e compartilhar nossos fracassos.

Mas que ao final de cada trecho percorrido, não houvesse rivalidade,

mas sim um laço de carinho que nos impulsione a caminhar juntas, sempre.



Autor Desconhecido

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

AMIZADE ENTRE PAIS E FILHOS!UMA DIFICIL MISSAO?


Como lidar com a amizade entre pais e filhos

Quando se fala em amizade, logo se pensa no relacionamento entre outras pessoas fora do convívio familiar. Amizades de escola, local de trabalho, amizades entre os irmãos da igreja... Mas pouco se comenta da amizade entre pais e filhos. Que, aliás, é o início de tudo, ou seja, a verdadeira amizade começa no lar. Não é sem motivo que o filósofo e poeta Ralph W. Emerson, disse que “feliz a casa que abriga um amigo”.

Isso é o que deveria acontecer nos lares. Deveria... Porém, o que se vê hoje são pais e filhos agindo como se fossem verdadeiros inimigos. Alguns filhos têm diversas amizades lá fora, mas dentro de casa se portam como desconhecidos perante os pais.

É pertinente observar que muitos filhos querem ter vários amigos, mas nem todos querem ter os pais como um deles. No rol de amizade de alguns filhos, os pais estão excluídos.

Deus criou o homem para ser amigo um do outro, para compartilhar sentimentos. Jesus foi e é o maior exemplo de amigo. E este exemplo deve ser uma prática diária dentro de casa.

Falando sobre amizade, especificamente entre mãe e filhos, a palestrante Carolina Velloso escreveu um texto para a revista Lar Cristão (Volume 8, edição 29, pg. 13) no qual continha a seguinte frase: “A melhor forma de se ensinar uma criança a escolher os amigos certos, é você mesma, mãe, sendo para seu filho a amiga certa!” Esta é uma grande verdade! Muitos pais indagam sobre como auxiliar os filhos em relação às amizades. Mas tudo começa com os pais sendo os amigos certos. O exemplo dos pais como verdadeiros amigos ajudará o filho a conviver bem não somente entre os evangélicos, mas, também, sendo testemunhas para àqueles que ainda não conhecem a Jesus.

Mas por que há tanta dificuldade de amizade entre pais e filhos? Existem vários fatores. Vejamos alguns deles:

Tempo: Você já reparou que amigo verdadeiro gasta tempo com outro amigo? Liga, se preocupa, conversa, aconselha... Enfim, dedica um tempo precioso para escutar o considerável amigo. O mesmo deve acontecer entre pais e filhos. É preciso tempo para ouvir os filhos e vice-versa. Há filhos que não têm paciência para escutar os pais. Há pais que têm tempo para conversar com os “amigos” do serviço, mas nunca têm tempo ou não querem investir no relacionamento de amizade com os seus filhos. Acham perda de tempo. Mal sabem que isso repercutirá no futuro da família!

Diálogo: Não há como evitar, à medida que os filhos vão crescendo a curiosidade em relação à vida e à sexualidade vai aumentando. Muitos filhos perguntam sobre sexo e há pais que respondem mal, fecham a cara, mandam o filho parar com determinadas perguntas etc... Outros, devido à timidez, não conseguem explicar sobre certos assuntos como drogas e sexo. Uma das qualidades da amizade é justamente o diálogo, a sinceridade e o respeito. Se um pai não conversa amigavelmente e biblicamente sobre esses assuntos com os seus filhos, certamente eles vão saber por intermédio de outras pessoas que não temem a Deus e que, por isso, aconselham erradamente. Caso o pai/mãe não saiba de alguma coisa, é interessante procurar ajuda no Ministério de Casais da igreja a qual freqüentam. É importante que os pais se informem sobre determinados assuntos. O diálogo é imprescindível em qualquer relacionamento. O que não convém, é que o filho saiba de certas coisas por meio de outros “amigos” que não sejam os verdadeiros: os pais.

Procrastinação: Existe um ditado que diz: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Procrastinar é o mesmo que “transferir para outro dia; adiar, delongar, demorar, espaçar”. Quanto mais cedo a amizade entre pais e filhos for iniciada, mais fácil será o convívio entre eles no decorrer da vida. Sobre esta questão, o pastor Bill Fawcett disse à revista Lar Cristão (volume 8, edição 29, pg. 15): “Os pais que esperam até que seus filhos cheguem na adolescência para então começar a desenvolver amizade com eles, estão em grande desvantagem. Nessa idade, os filhos já estão em busca da amizade e aprovação de seus colegas”, afirma o pastor que, com sua esposa, Mary Fawcett, é conselheiro de casais.

Falar a verdade: Alguns pais, para agradar seus filhos e conquistar a amizades deles, não dizem a verdade quando têm que dizer; muitos encobrem os erros dos filhos. A amizade não é interesseira, ela é uma oportunidade de você mostrar o que verdadeiramente é. A criança precisa saber dessa característica. Falar a verdade, em amor, mostrando os erros e suas conseqüências, é uma demonstração de zelo.


« Thread Started on Nov 12, 2004, 10:39pm »
Fonte: http://diantedotrono.proboards.com/

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Reine Sobre Mim - Reign Over Me


Para quem gosta de um bom filme aqui vai uma dica excelente:
Reine Sobre Mim - Reign Over Me
Vale apena ver este filme, a aprender um pouco mais sobre o valor de uma amizade verdadeira.


Fortemente abalado com a perda de familiares durante os ataques de 11 de Setembro, Charlie Fineman (Adam Sandler) tenta se recuperar. Para tal, recebe a ajuda de um amigo antigo e que mal lembrava da época da faculdade. Com o passar do tempo, faz tudo para colocar sua cabeça no lugar.

Adam Sandler, Don Cheadle, Jada Pinkett Smith e Liv Tyler estrelam nessa emocionante história sobre Charlie Fineman (Sndler) que entrou em depressão logo após a morte de usa esposa e filhos. A vida de Charlie melhora muito depois de reencontrar por acaso um antigo amigo de faculdade, Alan Johnson (Cheadle), cja vida está dividida entre o trabalho e a família. O reencontro dos amigos fortaleceu o antigo e esquecido vínculo de amizade e os dois passaram a viver melhor emocionalmente. Bill Zwecker da TV-CBS consagra Reine Sobre Mim como "Um Filme Verdadeiramente Brilhante".

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Uma Lição de Amizade



" Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crinças tiveram morte imediata, e as restantes, ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de 8 anos considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio, e afim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da marinha de outro país chegaram ao local. Teriam q agir rapidamente, se não a menininha morreria devido aos traumatismos e a perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como??? Após alguns testes rápidos, puderam perceber q ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentaram explicar o q estava acontecendo, e q precisariam de um voluntário p/ doar o sangue. Depois de um silêncio sepucral, viu- se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram- lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quieto com o olhar fixo no teto. Passado alguns momentos, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou. Mas não demorou muito p/ soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas interrupto. Era evidente q alguma coisa estava errada. Foi então q apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então p/ que ela procurasse saber o q estava acontecendo c/ Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava tranqüilo. A enfermeira explicou ao médico e a enfermeira: " ELE PENSOU QUE IA MORRER, NÃO TINHA ENTENDIDO DIREITO O QUE VOCÊS DISSERAM E ESTAVA ACHANDO QUE IA TER QUE DAR TODO O SEU SANGUE PARA A MENINA NÃO MORRER ". O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou: " MAS SE ERA ASSIM, POR QUE ENTÃO VOCÊ OFERECEU A DOAR SEU SANGUE ???" E o menino respondeu simplesmente: " ELA É MINHA AMIGA "